De modo Chet Baker (2009)

No escuro do quarto, a vida parece um tédio. Entre as faixas de luz que conseguem ultrapassar as persianas, todas as emoções se perdem, as histórias são esquecidas. Só existem o rádio, a bebida e os cigarros.

Que horas são? Meio dia? Meia noite? Não tenho idéia. Meu relógio está parado há dias, mas nunca me lembro de dar um jeito.

O trompete está jogado no canto, já não o toco há um tempo. Na verdade não faço nada há um bom tempo. Mas não me importo. O tempo perdido pode ser tempo ganho, depende apenas do ponto de vista. Ponto de vista que deixei de ter desde não sei quando.

Não tenho opinião.
Não tenho dinheiro.
Não tenho amor.
Não tenho nada.

Talvez tenha apenas uma coisa: uma vontade. Vontade de viver. Ou falta de vontade de morrer, não sei.

Pego o trompete. Goodbye começa a soar. Na melodia chorosa, transmito um pouco de mim. E continuo através das horas.

Vivendo a vida, uma nota de cada vez. Assim eu vou.

Memórias de uma noite em que meus cigarros acabaram (2009)

Aquela noite incrível ainda não saiu da minha cabeça. As horas passavam como num sonho; um sonho causado por todo aquele whiskey e aquela cerveja. A muito tempo eu já não sabia pra onde estava indo e não estava nem aí: eu queria era um pouco de diversão. Foi quando aconteceu:


“Droga, meus cigarros acabaram.”

 

Aquela caminhada de 18 milhas em 40 metros até o mercadinho ao lado da loja de armas foi terrível. Cheguei lá terrívelmente abalado, e cansado da viagem. Virei para o balconista e pedi um maço de Camel com urgência, mas ele me olhou com desprezo e não pareceu se importar muito. Merdinha escroto. Tomara que morra atrás desse balcão, velho e decrépito, olhando identidades falsas de adolescentes querendo beber. Ou quem sabe num quarto de motel, enfartando enquanto trepa com uma puta barata. Ia ser divertido ler isso no jornal. Mas que se foda, deixei tudo de lado ao sair da loja.

“Wow”.

Ela era incrível. Não que seja difícil achar alguém incrível quando você tem tanto álcool no sangue, mas e daí? Eu estava alí, ela também… carpe diem, amigo.

Poderia dizer que nunca fui de abordar mulheres desconhecidas na rua, mas estaria mentindo. Talvez eu pudesse dizer que gostaria de ser diferente desse estereótipo detestável pela sociedade de beberrão, mas diabos, quem iria acreditar? Eu ADORO essa vida. Todo mundo sabe disso, até quem não me conhece.

Mas vou voltar ao assunto, antes que eu me perca de novo. Essa mania de divagar acaba comigo… opa, parei. Ela estava lá encostada num poste, vestindo um sobretudo escuro e fumando um cigarro. O movimento dela ao tirar o cigarro da boca fazia a fumaça se entrelaçar numa entropia linda. Era como se a fumaça estivesse fazendo amor com o ar. Acredite, eu fiquei impressionado. E de repente, não tenho idéia de quanto tempo depois, ela me percebeu ali e sorriu. Ajeitei o casaco e o chapéu e retribuí a gentileza. Conversamos um pouco e admito, de uma maneira bem precoce eu tentei beijá-la. Ela desviou e eu, bêbado fui ao chão. Já me levantei pensando em pedir desculpas pra fera que iria estar alí na minha frente, mas pra minha surpresa ela estava sorrindo. A desgraçada queria brincar comigo! Foi quando começamos aquele bizarro jogo de sedução, que pareceu ter durado horas, apesar de eu ter certeza que não passou de alguns minutos. Foi uma dança longa pelas ruas da cidade, uma dança descompassada e divertida, embalada pela minha fala embolada e pela risada dela. Mas aí chegamos àquela boate. Uma boate ‘de família’ se é que vocês me entendem. Ela parou, e eu fiquei surpreso. E foi a primeira e última vez que ela falou.

“Eu fico por aqui.” 

E entrou na boate. Tentei ir atrás, mas o leão de chácara me barrou. “Só pra vips”, ele falou. E me encarava como se esperasse que eu fizesse alguma coisa. Bom, não seria eu o saco de pancada da noite, meu caro. Me afastei e voltei a andar.

Os dias passaram e resolvi procurar por ela. Refiz o trajeto daquele dia, ou pelo menos o que me lembrava dele até chegar à boate. Do outro lado da rua vi uma limo parada na porta. Um velho vestido de branco saía com uma prostituta e entrava no carro. Olhando pra ela eu percebi que era a garota da outra noite. Enquanto o velho entrava, ela me olhou. Deu uma piscadela e mandou um beijo, que veio voando até minha boca. Depois entrou e nunca mais a vi.

Quem diria. A mulher mais interessante da cidade é uma prostituta. E o pior, uma pela qual eu não posso pagar. Merda.

Fui pra casa pensando naquilo. Mas parei. Em alguns dias você ganha, noutros você perde. É assim, não é? Que se foda. Mas eu sei que apesar disso, ainda vou precisar de muita bebida pra esquecer aquela noite. A fumaça, o poste, a dança.

“Ah, a dança…”

“bangin’ on a table with an old tin cup,
I say I never kiss a gun street girl again,
never kiss a gun street girl again…”

Tom Waits – Gun Street Girl

I’ll walk alone

Esse texto é um dos meus favoritos pessoais. É um fragmento de uma coisa maior que acabei não levando pra frente, apesar de ainda estar em tempo. Ele e um outro, que vou (re)postar mais tarde foram feitos em cima de músicas; nesse caso, é a música que dá título ao texto. Gosto de escrever assim.

Estamos vivendo o fim do mundo”, ele disse enquanto acendia um cigarro, sentado na velha sala de espera do escritório, escurecida pela poeira acumulada e pelas cortinas fechadas. Já tinha ouvido aquela conversa toda, mas dessa vez parecia diferente; era o tom dele, acho. O velho rádio tocava I’ll walk alone de Charlie Parker, uma de minhas favoritas, mas ele não estava prestando atenção, e nem eu. Levantou a cabeça, deu uma baforada e me olhou. Ficamos em silêncio por alguns momentos, mas pareceu uma eternidade; eu entendia o que ele queria dizer, mas preferia não aceitar.

O ventilador de teto girava lentamente, sem fazer ruídos.

“E então?”, perguntou. Aquela pergunta caiu sobre mim como um cofre erguido num desenho animado qualquer. Permaneci em silêncio, esperando que ele se irritasse e fosse embora, como sempre. Mas não aconteceu. Seus olhos continuavam a me olhar por detrás da fumaça do cigarro. As palavras me faltaram. Não sabia mais dizer quanto tempo ficamos trocando olhares que escondiam verdades ocultas. E subitamente ele sorriu e abaixou a cabeça, ajeitando o chapéu e interrompendo o momento. “Pense.” Ele disse. “Eu volto amanhã”. E se dirigiu à porta.

Uma tempestade de pensamentos inundou minha mente enquanto estava ali imóvel, esperando que ele saísse. Estes foram interrompidos quando ele se virou, com a maçaneta da porta em uma mão e o cigarro na outra.

“Olhe lá pra fora. O dia está lindo, não é?” E então saiu com um sorriso triste.

Abri as cortinas, e a luz do sol invadiu a sala. O dia realmente estava lindo, como ele havia dito. Olhando o céu azul e o movimento lá em baixo, era praticamente impossível pensar em algo como o armaggeddon. Praticamente. A idéia já estava plantada.

O ventilador de teto parou de girar.

Senti medo.

Pela porta dos fundos

Olá. Resgatei uns textos que escrevi em 2009 para o (já falecido) Diario de Nosotros, e resolvi repostá-los. Vou ir fazendo isso ao longo do tempo. Tudo ficção, de uma época em que minha cabeça estava funcionando melhor pra escrita. Apreciem aí, ou não.

 

…pra quê eu to escrevendo isso?

 

 

 

 

 

Pela porta dos fundos

Que engraçado.

Quando entrei nessa, me falaram que era risco zero, tranquilidade, mel na chupeta. Caí igual um pato. Entramos pela porta dos fundos, bem silenciosamente. Éramos três, armados, prontos pra qualquer parada. Romeu era ex-funcionário, sabia onde estava tudo, era tranquilo. Só tinha um segurança, um gordo meio lesado que tava ali por caridade. Ninguém o conhecia direito, mas era óbvio que era um lesado, um covardão.

O amigo do Romeu (que eu esqueci o nome agora) ficou encarregado de render o gordo. Íamos dar uns chutes nele no chão pra garantir que ele fosse ficar quieto. Depois disso, eu ia lá dentro e arrombava o cofre. Sairíamos correndo e depois dividiríamos a grana. Devia dar uns, sei lá, cinco, seis mil pra cada. Não era muito, mas quebra um galho. Com cinquenta anos, desempregado e sem muito estudo, valeria o risco. Além do mais, não tava fazendo nada mesmo… heh.

Então, entramos e rendemos o gordo. Ele não era bem o que pensávamos, era muito mais. Ele se cagou na hora que apontamos a arma pra ele… deu pena. Bem, depois de amarrado, Romeu me levou lá pra onde estava o cofre. Era um cofre velho, fácil. Já abri cadeados de diário de menina com um nível maior de dificuldade. Mas aí eu fiquei surpreso. Tinha muito mais do que eu esperava ali. Devia ter uns duzentos, trezentos mil. Saquei na hora o que era aquilo e me virei pro Romeu. Era um cofre daqueles italianos. 

Mas a vida é uma caixinha de surpresas, não é? A única coisa que ouvi vindo dele foi um “é isso aí” e um “POW!” da arma. Bem na barriga, doeu pra caralho. Acho que até apaguei, porque quando abri os olhos ele não tava mais lá. Nem o dinheiro. Ele precisava de um chaveiro e não tava afim de pagar. Desgraçado. Resolveu me ensinar agora que amigo é pra essas coisas. Puto.

Parecia que alguém tinha percebido o barulho e chamado a polícia. Dava pra ouvir umas sirenes chegando, e aquela luz chata azul e vermelha rodando. Que saco. Tentei levantar, mas não consegui. Só deu pra me arrastar até a parede.

Daqui de onde estou, penso sobre o que me levou a estar aqui nesse momento: a falta de dinheiro, o tédio, o vazio na cabeça. O sangue escorre, mas nem estou mais sentindo dor, só frio. Bem, isso que dá esquecer que quando tudo parece certo, algo tá muito errado.

Sabe, não sei por quê, me lembrei agora de um monte de clichês que falam nos livros e nos filmes. Tipo, “sua vida passa diante dos seus olhos na hora da morte”, ou então aquela coisa de fumar um último cigarro antes de morrer. Talvez eu tenha passeado pela vida, pois não lembrei de nada relevante, mesmo tentando. Mas…

Tô louco por um cigarro. E olha que eu já parei tem uns quinze anos.

Que engraçado.

Lá no alto, a lua esquiva está no céu, tão pensativa

No silêncio da segunda noite de julho estou, sentado sozinho em uma mureta.

Nos telhados um gato solitário como eu passeia aproveitando a própria companhia. Ao longe o ladrar dos cães, que pareciam conversar sobre o luar ecoava ao longe. E naquele muro eu, hipnotizado, aproveitando o show que só as noites de inverno podem propiciar. “Que venham outros, muitos outros! Tenho a ânsia do querer, a vontade de viver isso de novo”, pensava, sentindo um misto de vergonha e orgulho bestas por aquele pedantismo sincero que circulava meus pensamentos, e que esteve tão ausente nos últimos tempos que se tornou um bem-vindo estranho. Já que lá ele ficaria, então, que dominasse. A noite era minha, e a lua minha amante silenciosa, confidente e companheira, e nada mais me importava. Éramos eu e ela, sozinhos e calados no frio.

Naquela doce melancolia sorri sozinho. Que besteira mais gostosa.

Boa noite.

Jô Soares és un Hijo de Puta!

Ouvir a conversa alheia sempre foi um passatempo meu, seja no ônibus, na rua, em praças ou igrejas. Hábito muito divertido, recomendo a todos independente da idade, classe socioeconômica ou o caralho a quatro. Pois bem, adoro fazer isso em cidades que não a minha, e principalmente na cidade do Rio de Janeiro. As situações que surgem quando a gente anda por lá (ou cá, deveria dizer, já que estou escrevendo daqui), geram frases fantásticas de anônimos, como por exemplo, quando a garota (garota? mais parecia um peixe-boi) passa rebolante na rua e cruza olhares com um motorista de van:  “morena, você é tão gostosa que eu não vou te chupar, vou te sugar toda!”, ou ainda um exemplo da cordialidade mal-educada do carioca, quando o carregador de cerveja mais experiente, irritado sob o sol nada ameno no centro da cidade vira para o mais jovem e diz com toda a ternura de uma britadeira: “cala essa porra dessa boca e bota essa merda aí. Depois você fala”. E acaba em risada. Porra, acho fantástico de verdade  (isso me lembra uma conversa sobre tipos de atitudes quando as pessoas ficam realmente irritadas, ou trazendo pro popular, “putas pra caralho”. Na maioria das vezes acaba gerando situações engraçadas, menos pro irritado, o que infelizmente se aplica muito frequentemente à minha situação).

caralho!

Pois bem, outra coisa que também me diverte é observar, sem necessariamente fazer nenhum julgamento sobre o que estou olhando simplesmente me divertindo com o que me é inusitado ou simplesmente me chama a atenção por um motivo ou outro. Nessa manhã, especificamente, resolvi dar um rolé pelo centro da cidade (na verdade pensei até em ir à zona sul, mas deixei pra outro momento). Aproveitando a aparente calma do horário saí andando sem rumo, e como de costume, me perdi. Perguntei a um cidadão qualquer pra que direção ficava a Lapa, e a resposta não poderia ser outra além de: “Lapa?! Porra, cê tá longe pra caralho!” (esses cariocas deveriam aprender com mineiros o que é longe de verdade), e me indicou o caminho cheio de diagonais, ruas sem saída, um ou outro eventual travesti e alguns maloqueiros não muito bem encarados mas que nem quiseram chegar perto. Normal. Aí então me deparei com uma coisa que todo mundo sabe que existe e ninguém enquanto guia turístico me levou até lá:

Escadaria Selarón

"putaquepariu!" descreve muito bem minha reação quando vi pessoalmente pela primeira vez.

(Agora o texto fica piegas até o próximo parágrafo, se não quiser ler, pule!)

Sério, fiquei embasbacado. Cada pequeno detalhe daquela escada parecia estar perfeitamente colocado onde realmente deveria, e ainda assim, parecia um grande puxadinho artístico com restos de obra de banheiro. A escadaria me deu um nó na cabeça tão grande que eu mal conseguia falar, só tirar fotos de alguns detalhes e continuar observando. A wikipedia diz que “a Escadaria do Convento de Santa Teresa (também conhecida como Escadaria do Selarón), liga o final da Rua Teotônio Regadas, no bairro da Lapa, ao Convento de Santa Teresa, no bairro de Santa Teresa (N.E.: DUH), no Rio de Janeiro. A escadaria teve, em 1994, por ocasião da copa do mundo de futebol de 1994 (N.E.: só “copa do mundo” bastaria, talvez quem sabe “daquele ano”),  seus 215 degraus e 125 metros decorados com mais de 2 000 azulejos diferentes, provenientes de mais de sessenta países. Desde então, os azulejos são permanentemente trocados, utilizando-se de azulejos que são remetidos ao artista por fãs do mundo inteiro. Isso dá um caráter orgânico e mutante à obra.

Orgânico e mutante é pouco, aquela escada é um órgão pulsante, cheio de vida no meio da “cidade mais bonita do mundo”. Não posso dizer que chorei de emoção porque uma coisa bem inusitada aconteceu logo depois:

Hola, que tal? De onde és?

Não é que o cidadão estava lá presente, pintando uns azulejos de branco, sussa, de boa na lagoa com essa bermudinha vermelha e esse casal de paulistas olhando? Tive que parar na hora e sentar lá pra trocar uma ideia também. Porra, valeu à pena demais. O artista tava ali falando de sua visão sobre o trabalho, sobre sorte, e o (não) mais importante: como aquele calor estava TENSO.

Conversa vai, conversa vem, aquela pasmaceira toda e o paulista me solta: “mas a escada ficou muito famosa com o clipe do Snoop Dog não é?”

Rapaz, pensei que o velho ia ter um enfarto.

O rampante de fúria em um portunhol muito do caricato foi a coisa mais divertida que eu ouvi nessa última semana. Selarón é um artista e tanto, não tenham dúvidas, mas me parecia que era Salvador Dalí com seu ego maior do que três (talvez quatro) universos que despejava palavras e insultos naquele momento. “Meu trabajo é reconhecido en el mundo todo, está nos maiores guias turísticos del mundo, e (a melhor parte pra mim, pelo absurdo de destoante) ATÉ CSI MIAMI JA FOI GRAVADO AQUI EN LA ESCADARIA!” HAHAHAHAHAHA OH MEU DEUS! Nessa hora não consegui conter a risada, mas ao contrário do que eu esperava, ele abaixou o tom e começou a ser (mais) simpático. Acho que percebeu que também é globalizado. Daí começou a citar também sua visão pessoal sobre a mídia, e dividiu algumas histórias com a gente, antes de levar todo mundo pra visitar seu ateliê, logo ao lado de onde ele estava sentado. Dentre as histórias, a frase que dá título a esse post, e sua postura quase que totalitária sobre a inutilidade da mídia de massa brasileira. É, aquela prepotência que a gente ouve dessa galera das artes, nada demais. Deixa entrar por um ouvido e sair por outro.

Negras grávidas são recorrentes na obra de Selarón, isso quando não têm o rosto dele acima do pescoço

O ateliê era bem pequeno, no porão de um velho sobrado adjacente à escadaria. Não pude tirar fotos lá por causa dos originais que ele tinha no local, alguns ainda inéditos para exposições (segundo ele). Uma vendinha ficava no final, onde uma espécie de basculhante servia de ponto de observação para chamar turistas mais incautos. Nesse meio período vi americanos, uma italiana muito mal-educada, uns três ou quatro canadenses e o casal paulista entrando no recinto. Pelo jeito decorar escadas é bonito, mas não paga o leite das crianças, e acabei prevendo o que viria a acontecer em seguida: “esse aqui é vinte, this one is fifty reales, e uma incrível (porém desnecessária) exposição de fotos dele com figurões dos enlatados americanos, da música e das artes em geral. Os americanos ficaram bem satisfeitos em ver os astros de CSI e levaram uns 2 quadros de 50 paus. Fiquei observando o ateliê por mais alguns momentos, e o lugar esvaziou. Selarón tirou umas fotos com os turistas e voltou pro seu porãozinho, e me falou uma coisa que me fez gargalhar:

“esse és cinquenta, mas pode levar por vinte.”

FILHA DA PUTA

Levei 3.

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in the cold, cold night

Vou usar esse espaço para algo mais útil daqui pra frente, tenho uns projetos que podem usar esse blog como plataforma, e sinceramente vou tentar botar na ativa. Mas antes, um simples desabafo de um insone que reativou seu blog e não tem com quem conversar na madrugada de domingo para segunda na freguesia: eu não gosto de alguns indivíduos. Principalmente um certo mentiroso, sem caráter, falso-religioso, aproveitador, canalha, covarde, cagão e filhinho de papai da década de 90 que infelizmente tive o desprazer de cruzar pelas estradas tortuosas dessa vida. Cantar de galo longe da briga é fácil. Virar homem que não é. Não vale nem o esforço de bater. Não vale nem esse desabafo, mas minha paciência acabou junto com a cerveja. Logo, logo vou estar por perto, camarada. Olhe pra mim.

 

Nota para a posteridade: Meu texto anda pobre. Nem pra ofender tenho me sentido muito capaz. Mas vai melhorar.